A graça é ainda mais bela que a beleza E que é a graça? É tudo. É, em primeiro lugar, a inteligência. Que vale a formosura plástica, quando é a companheira da estupidez? E a inteligência não dá apenas às mulheres uma beleza moral: dá-lhes também uma certa beleza física. (Olavo Bilac ) A beleza é o que é. Nada mais inútil que o tentar conceituá-la. O belo é sempre uma inapreensão, um eterno escape, uma viagem ao fundo profundo – e profuso – das impossibilidades humanas. Quanto mais a querem submeter, mais a beleza escapa das mãos que a julgavam submissa. A beleza e o belo apenas existem. Através dos séculos, homens em legiões vêm tentando codificar o belo. Os incautos contam-se aos milhares. Mas já há os que se convenceram definitivamente do sem-fim dessa tarefa, pois não existiu sábia alma ou especial sensibilidade que não tenha tentado conceituá-la – sempre insatisfatoriamente. O belo não cabe nos limites do homem, não se deixa reduzir a um esquema, a um sistema. É fluid...